Apocalipse zumbi

Quem nunca assistiu aquela série da emissora da raposa que fala sobre “mortos andantes”? Pois é, eu já! Analisando o porquê de acompanharmos séries como esta me parece que nossa expectativa se baseia em curiosidade, puro lazer e esperança. Sempre queremos que o “mocinho” se dê bem no final para que possamos dormir tranquilos e saber que, no fim o bem prevalece, no fim as coisas darão certo e, se não deram ainda é porque certamente não chegamos ao fim. Mas e quando parece que nada vai melhorar? E quando vem a dor?
Tempos atrás lí algo sobre a caminhada de Robin Graham, a pessoa mais jovem que navegou dando a volta ao mundo sozinha. Com apenas 16 anos Robin deu inicio em uma longa e inusitada jornada que lhe renderam a lateral de um barco partido durante uma violenta tempestade, um mastro quebrado ao meio por uma onda traiçoeira e a quase morte quando varrido por um jato d’água. Passou por um enorme desespero quando, em meio à calmaria equatorial, sem sinal de vento algum não podia movimentar-se. Foi então que esvaziou uma lata de querosene a ateou fogo ao barco pulando no mar em seguida. Para seu contentamento um pé repentino de vento soprou nesse momento fazendo-o mudar de ideia a tempo de voltar ao barco, sufocar o incêndio e prosseguir viagem.
Depois de cinco anos Robin aportou com sua embarcação em Los Angeles para ser recepcionado por barcos, multidões, buzinaços, repórteres e estrondosos apitos a vapor. A alegria daquele momento atingiu um nível superior a qualquer outra alegria que ele viveu anteriormente. Tal alegria nunca seria sentida no retorno de um passeio normal. Foi a agonia de sua viagem dando a volta ao mundo que possibilitou o júbilo de seu triunfante retorno, agora como um homem de 21 anos.

Nós, cidadãos modernos, em nossos meios controlados pelo conforto, temos a tendência de atribuir nossa infelicidade à dor, que identificamos como o grande inimigo. Se de algum modo pudéssemos extirpar a dor, a fome e as injustiças de nossa vida, aí então seríamos felizes. Mas  como mostra a vida de Robin e de muitas outras pessoas  que conhecemos a vida não se rende a essa divisão simplista. A dor é parte do tecido inconsútil de sensações e muitas vezes um prelúdio necessário do prazer e da realização. Talvez, o segredo da felicidade não esteja tanto no esquivar-se da dor a qualquer custo, mas no entendimento de seu papel como um sistema de alerta protetor e na subordinação dela para que trabalhe em nosso benefício e não contra nós.

Porque punir!?

Como criaturas amadas por Deus considero que muito do que temos e podemos fazer neste mundo advém da nossa característica mais nobre: A de sermos “Aspirantes a cidadão celestial”. Não raro vemos pequenos vislumbres da realidade divina nos cercando em nosso cotidiano, mas parece-me que certas coisas nos são propositalmente obscurecidas por Deus por motivos ainda não muito bem definidos para mim.
Esta semana estava eu conversando com outro integrante da corporação ao qual sirvo e trabalho sobre o caso de um funcionário que entregou um atestado médico supostamente adulterado. Este funcionário, responsável por questões jurídicas e disciplinares, havia achado um erro neste atestado médico e, após averiguações e diligências, solicitou o desligamento do funcionário que tinha entregado o atestado “falso”. Não pretendo entrar no mérito sobre se sua conduta foi assertiva ou não apesar de considerar o funcionário que corre risco de perder o emprego um ótimo profissional.
O que me causou escândalo foi o aparente prazer mórbido do dedicado delator em vislumbrar o erro e punir o culpado. Isso me levou a fazer consideração a respeito da nossa capacidade real para julgamentos.
A Bíblia é clara no que tange ao julgar o próximo. “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1-5)  , expressou nosso Senhor como que na esperança que, ao advertir-nos, estaria na verdade nos protegendo de algo. Do tentador? Da perdição? De nós mesmos?
Dentre muitas razões para não julgarmos alguém pontuo o fato de não conhecermos toda a verdade a respeito da pessoa ou caso pelo qual ela passa. O que nos torna no mínimo incompetentes para formular qualquer análise definitiva a respeito deste.  Mesmo assim não é o que vemos todos os dias não é mesmo?

Quando tal poder divino é dado a um homem, cedo ou tarde este se corromperá e decidirá erroneamente sobre o futuro de seu próximo, de seu grupo ou de uma nação inteira. Temos genocídios ocorridos em várias partes do oriente, nossos índios foram dizimados em poucos anos de ocupação espanhola e portuguesa, professores chacinados por serem detentores do saber na China comunista ou ainda a limpeza “étnica” ocorrida friamente nos campos de Auschwitz. Certa vez o detentor do Nobel Elie Wiesel manteve uma conversa com um renomado rabino a quem dirigiu a pergunta que a muito lhe perturbava: “Rabino, como se pode acreditar em Deus depois de Auschwitz?”. Após um prolongado período em silencio o rabino respondeu com a voz quase inaudível: “Como se pode não acreditar em Deus depois de Auschwitz?”.

Não julgue!


Como criaturas amadas por Deus considero que muito do que temos e podemos fazer neste mundo advém da nossa característica mais nobre: A de sermos “Aspirantes a cidadão celestial”. Não raro vemos pequenos vislumbres da realidade divina nos cercando em nosso cotidiano, mas parece-me que certas coisas nos são propositalmente obscurecidas por Deus por motivos ainda não muito bem definidos para mim.
Esta semana estava eu conversando com outro integrante da corporação ao qual sirvo e trabalho sobre o caso de um funcionário que entregou um atestado médico supostamente adulterado. Este funcionário, responsável por questões jurídicas e disciplinares, havia achado um erro neste atestado médico e, após averiguações e diligências, solicitou o desligamento do funcionário que tinha entregado o atestado “falso”. Não pretendo entrar no mérito sobre se sua conduta foi assertiva ou não apesar de considerar o funcionário que corre risco de perder o emprego um ótimo profissional.
O que me causou escândalo foi o aparente prazer mórbido do dedicado delator em vislumbrar o erro e punir o culpado. Isso me levou a fazer consideração a respeito da nossa capacidade real para julgamentos.
A Bíblia é clara no que tange ao julgar o próximo. “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1-5)  , expressou nosso Senhor como que na esperança que, ao advertir-nos, estaria na verdade nos protegendo de algo. Do tentador? Da perdição? De nós mesmos?
Dentre muitas razões para não julgarmos alguém pontuo o fato de não conhecermos toda a verdade a respeito da pessoa ou caso pelo qual ela passa. O que nos torna no mínimo incompetentes para formular qualquer análise definitiva a respeito deste.  Mesmo assim não é o que vemos todos os dias não é mesmo?
Quando tal poder divino é dado a um homem, cedo ou tarde este se corromperá e decidirá erroneamente sobre o futuro de seu próximo, de seu grupo ou de uma nação inteira. Temos genocídios ocorridos em várias partes do oriente, nossos índios foram dizimados em poucos anos de ocupação espanhola e portuguesa, professores chacinados por serem detentores do saber na China comunista ou ainda a limpeza “étnica” ocorrida friamente nos campos de Auschwitz. Certa vez o detentor do Nobel Elie Wiesel manteve uma conversa com um renomado rabino a quem dirigiu a pergunta que a muito lhe perturbava: “Rabino, como se pode acreditar em Deus depois de Auschwitz?”. Após um prolongado período em silencio o rabino respondeu com a voz quase inaudível: “Como se pode não acreditar em Deus depois de Auschwitz?”.

A angústia no presépio


A arte natalina representa a família de Jesus como imagens em lâminas de ouro, mostrando uma tranquila Maria recebendo a notícia da anunciação como uma espécie de benção. Mas isso tem muito a ver com a história contada por Lucas. Maria ficou muito perturbada com a aparição do anjo, e, quando ele pronunciou  as sublimes palavras acerca do Filho do Altíssimo cujo reino nunca terá fim, Maria tinha algo muito mais terreno em mente: Mas eu sou virgem!
No Brasil atual, onde cada ano uma quantia exorbitante de garotas engravidam fora do casamento, a condição de Maria sem dúvidas perdeu um pouco de sua seriedade, mas, em uma fechada comunidade judaica do primeiro século, a notícia trazida pelo anjo não poderia ser totalmente bem-vinda. A lei considerava adúltera, sujeita a pena de morte por apedrejamento, uma mulher comprometida que engravidasse.
Depois de alguns meses ocorreu o nascimento de João Batista, em meio a  muita festa, em que não faltaram parteiras, parentes próximos e o tradicional coro da aldeia celebrando o nascimento de um judeu do sexo masculino. Seis meses mais tarde Jesus nasceu longe de casa, sem parteira, sem parentes, e sem a presença de um coro. Um representante masculino de uma família seria suficiente para o censo romano; Teria José arrastado consigo sua mulher grávida para Belém a fim de poupá-la da ignomínia do parto em sua aldeia natal?
Hoje, quando leio os relatos do nascimento de Jesus, tremo ao pensar no destino do mundo repousando na reação de dois simples camponeses do interior. Quantas vezes Maria recapitulou as palavras do anjo, enquanto sentia o Filho de Deus chutando as paredes de seu útero? Quantas vezes José suspeitou de seu próprio encontro com um anjo (apenas um sonho?) enquanto suportava a profunda vergonha de viver entre aldeões que podiam ver nitidamente a transformação no corpo de sua noiva.

Lepra


Em um planeta em que milhares de pessoas morrem de fome todos os dias, no qual aproximadamente nove mil pessoas morrem diariamente com AIDS por falta de tratamento, seres humanos pagam quantias exorbitantes para diminuir o nariz ou aumentar os seios para atingir um ideal estético impossível. É triste assumir o fato que a aparência vale muito mais que a essência em nosso mundo!
Hoje li sobre um escritor que, durante uma visita ao Nepal foi convidado juntamente com sua esposa a visitar uma casa para tratamento e reabilitação de pessoas acometidas de Hanseníase. Durante sua visita ao estabelecimento ele se deparou com o que em suas palavras era “o ser humano mais horrível que havia visto”. Tratava-se de uma senhora que havia perdido suas mãos e ostentava dois cotos onde antes havia seus pés. As deformidades comuns na doença acabaram por destruir seu osso nasal de forma que se via toda a parte interna do órgão através do orifício antes ocupado por seu nariz. Nos olhos uma espessa camada de tecido se formara o que a deixou completamente cega. Por todo o corpo viam-se camadas de tecidos mortos e espessos cobertos por faixas sujas. Ao notar que alguém se aproximava a senhora foi se arrastando apoiando-se sobre os cotovelos como um animal ferido até chegar perto do casal, De súbito o renomado escritor pensou que ela pediria por esmolas por tratar-se de uma provável favelada. Sua esposa, mais amável e sensata que ele, inclinou-se para atender a pobre senhora tocando-lhe o ombro delicadamente. Foi neste instante que esta senhora começou a cantar o refrão de uma conhecida musica cristã:
“Jesus me ama, disso eu sei por que a Bíblia diz”
Um ano depois deste dia a senhora acabou por falecer deixando tristeza no coração de todas as pessoas que trabalhavam no local. Senti-me vazio quando li a respeito de sua história, pois notei que uma pessoa como esta, que provavelmente reprovaria em qualquer avaliação de beleza atual demonstrou uma beleza interna que eu mesmo raramente demonstro. Certamente mesmo com todas estas deformidades e ainda que tomado pelas chagas de uma doença terrível o Espírito Santo escolheu o corpo desta iluminada senhora para chamar LAR

Em honra dos excluídos: Homossexuais


Homossexualidade. Toda vez que nos deparamos com este tema um turbilhão de emoções se conflitam em nossas mentes e corações não é mesmo? Acho que nos dias atuais é quase impossível para qualquer pessoa que viva em sociedade não se deparar com algum amigo, visinho ou até familiar que se define como homossexual. É nessa hora que os conflitos se iniciam para o Cristão, pois esta realidade acaba por “bater” a sua porta.
Quero frisar e deixar claro desde agora que a Sagrada Escritura é estanque no que se refere ao ato homossexual em minha visão e eu, como cristão que sou, tenho por base que o que esta me reflete a verdade e a visão Divina para todas as coisas. Porém apresar de todos os meus preconceitos, que não são poucos acredite, resolvi enfocar o tema por achar que muitos de nós não estamos sabendo lidar com pessoas como Mel White.
Mel White é um escritor americano que por muito tempo foi tele evangelista e ajudou a escrever livros de autores renomados como Francis Schaeffer, Pat Robertson, Oliver North, Billy Graham, W.  A. Criswell, Jim e Tammy Faye Bakker, Jerry Falwell. Nenhum destes autores cristãos sabia das opções sexuais de Mel nesta época e por isso mesmo vários deles ainda hoje permanecem zangados com ele.
Conheci a história de Mel através de seu livro Stranger at the Gate: To be Gay and Christian in America (Estranho no portão: Ser gay e cristão na América), onde ele conta em detalhes toda sua luta para tentar “não ser gay” incluindo terapias em grupo, rituais de exorcismo, uso de drogas, etc. Mel era casado, tinha família e um nome a zelar dentro da esfera “Gospel” mas chegou um momento em que a situação se tornou insustentável e ele resolveu assumir sua opção sexual. Do dia para noite perdeu amigos, família e ganhou notoriedade de maneira negativa, é claro!
Dias atrás assisti um episódio de uma série médica norte americana em que um casal homossexual estava no hospital e um deles estava entre a vida e a morte. Para encorajar seu amor o parceiro deste o lembrava de todas a passeatas gays em que este havia lutado por direitos iguais, onde inúmeras vezes foi vítima de insultos, escárnios e agressões físicas.
Na década de 80 quando estas passeatas tiveram início nós cristãos as resistíamos com nossa voz. Em Washington, no ano de 1987 cerca de 300.000 participantes gays marcharam, e apenas uma minoria pretendeu chocar o público usando roupas que nenhum telejornal mostraria. O dia de outubro era frio, e nuvens cinzentas derramaram gotas de chuva sobre as colunas desfilando pela capital. Não demorou até um grupo de cristãos que vinham em sentido contrário se depararem com o grupo o insultando com palavras de ordem. "Combustível do inferno! Fora!", o líder deles gritava em um microfone. E os outros pegavam a deixa: "Fora, fora...". Quando isso perdeu a força, passaram para as frases: "Que vergonha! Que vergonha!". Entre as cantorias, os líderes transmitiam mensagens cheirando a enxofre a respeito de Deus reservando o fogo do inferno mais quente para os sodomitas e outros pervertidos. "AIDS, AIDS, ela vai pegar vocês", era o último motejo no repertório dos que protestavam a frase gritada com mais ardor. Havia recém acabado uma triste procissão de várias centenas de pessoas com AIDS: muitos em cadeiras de rodas, com corpos esquálidos de sobreviventes de campos de concentração. Ouvindo a cantilena, é difícil imaginar como alguém poderia desejar esse destino para outro ser humano ainda mais se proclamando detentor da “Boa Nova”.
Não considero certa a postura de uma pessoa que envereda pela homossexualidade assim como não apoio a poligamia, mas será que a opção sexual de alguém que conheço deveria mudar a maneira como o vejo? Alguém perde os valores e virtudes a partir deste momento? Certa vez um pastor disse: “Caráter não tem nada a ver com opção religiosa!” Eu concordo com isso! Em suma, posso não concordar com as opções de alguém, mas Deus me manda amar, orar e mostrar a verdade com amor. Se me furtar a essa atribuição então a igreja deixa de ser um porto seguro para pessoas como Mel e eu não poderei questionar se futuramente não aliarem a palavra cristão à palavra Graça.


Sobre homens e castelos de areia!


A cena parece simples e efêmera: Um jovem garoto chega na beira da praia com seus utensílios para construir sua própria obra de engenharia na areia. Munido com pás de plástico, baldes e muita imaginação ele tem tudo planejado,  afinal de contas, ele é o idealizador de sua obra. Com palitos de sorvete ele fará uma bela ponte. Com pequenas e variadas conchas ele fará a calçada de seu castelo e talvez pequenos soldadinhos de plástico fiquem de sentinela no portão ou nas torres para guarnecer o local. Tudo está perfeito.
Uma cena semelhante acontece no escritório de alguma multinacional a quilômetros de distancia dali. Um competente funcionário trabalha com sua calculadora, computador e telefone.  Planejando, organizando e controlando tudo de maneira que um império se constrói em poucos anos. Como nosso pequeno arquiteto este também tem tudo planejado. Em alguns anos casará. Depois mais três ou quatro anos para que venham os filhos. O mais velho certamente receberá incentivos para aprender outra língua e estudará nos melhores colégios já os mais novos, se houverem, receberão dedicação o mais próxima possível de dispensada ao primeiro para que não haja raiz de amargura ou desapontamento na família.
Porém as semelhanças acabam por aí!
Com o tempo passando este homem que construiu um império com suas mãos e uma vida aqui se esquece que está apenas de passagem. Certa vez Max Lucado disse que a maior tragédia que pode acontecer com o ser humano é chamar este mundo de “lar”. Quando o crepúsculo de seus dias se aproxima ele se enfurece, acha que deveria ter mais tempo, procura  negociar com Deus e se entristece. Diferentemente do garoto que construiu o castelo este homem não quer que o “dia” acabe. Ele grita com Deus: “Este é meu império, meu castelo!!” Apesar de todos os avisos de nosso Senhor sobre seu inesperado retorno:
ELE disse isso na parábola dês dez virgens (Mateus 25.1-13);
Esta é a mensagem da parábola dos talentos; (Mateus 25. 14-30)
Esta é a mensagem das ovelhas e dos cabritos. (Mateus 25. 31-46)
Esta é uma mensagem quase sempre ignorada!!
Na praia, o garoto espera pelo entardecer. Ele passou o dia esperando por este momento, ele sabe que as ondas virão, ele sabe que os frágeis muros construídos por suas mãos não suportarão o mar. Diferentemente do homem ele sabe que o fim chega a todos e não ignora isso, muito pelo contrário. Ele Aplaude!



Vida de Facebook


Vocês já viram alguém feio no Facebook?
Quando comecei a usar a nova rede social pude notar que como principal característica visual, este apresentava um público diferenciado, mais “seleto” se me permite caro leitor (a) que use esta expressão. Não faz muito tempo que comecei efetivamente a me importar com redes sociais e coisas do gênero, mas tenho de admitir que todos os dias quando abro minha página vejo dentro do feed de notícias várias fotos de pessoas que são meus amigos (ou conhecidos) virtuais. O que me causa estranheza é que até hoje não vi ninguém esteticamente menos favorecido. Será que só me relaciono com pessoas bem apeçoadas?
A tecnologia de modo geral nos trouxe certas comodidades e gosto muito disso. Mas entramos em uma era em que a aparência nunca significou tanto. Programas televisivos ensinam mulheres a se maquiarem para encontrar o verdadeiro amor. Pessoas são colocadas em uma cadeira de salão para que um profissional da beleza melhore sua aparência e só então esta pessoa estará preparada para encontrar alguém. Pergunto-me sempre: Será que a verdadeira beleza sai tão facilmente com água e sabão?
Duvido muito que todas as pessoas de meu Facebook sejam tão bonitas assim. E me sinto desconfortável com algumas que postam suas fotos como se estivessem oferecendo algo em uma vitrine. Ou você acha que alguém que tira foto na frente do espelho com vestido curto e fazendo “boquinha sexy” o faz Just for fun?
Não quero me intrometer na vida de ninguém, mas penso que se Jesus procurasse conhecer alguém hoje em dia ele pediria a carteira de identidade e não o endereço de sua página virtual.
No RG nossas fotos nos mostram como nós somos, com nossas imperfeições, a orelha aparecendo e sem maquiagem. Não importa o quanto nossas roupas são belas, as horas em que passamos em frente ao espelho fazendo “chapinha” ou quantos meses temos de musculação. Lá somos apenas o rosto limpo e sem máscaras.

As portas para a Graça


Segundo Elaine Storkey, a pergunta “Responda rápido, como é Deus?” foi feita por uma menininha que fora correndo até seu irmão recém-nascido ainda na maternidade. Ela, muito esperta, imaginara que, tendo acabado de chegar do céu, poderia ter alguma informação privilegiada.
Porém, quando leio sobre a vida de Jesus, um fato sempre me surpreende: o grupo que mais o enfurecia era o grupo com o qual, pelo menos externamente, ele mais se parecia. Estudiosos concordam que Jesus combinava muito com o perfil de um fariseu. Ele obedecia a Torá, ou Lei Mosaica, citava  fariseus importantes e, muitas vezes, ficava com eles em discussões públicas. Todavia Jesus escolheu os fariseus como alvo de seus mais violentos ataques. “Serpentes!”, ele os chamou. “Raça de víboras! Hipócritas! Guias cegos! Sepulcros caiados!”
O que provocava estas explosões?  Os fariseus tinham muito em comum com o que conhecemos hoje como “Igrejas de doutrina salgada”. Ele dedicavam a vida para seguir a Deus, devolviam o dízimo exato, obedeciam a todas as minuciosas leis da Torá e enviavam missionários para conseguir novos convertidos. Raramente envolvendo-se com pecados ligados ao sexo ou com crimes violentos, os fariseus eram cidadãos-modelo.
Contudo, do começo ao fim Jesus condenou  a ênfase dos legalistas em exterioridades. “Vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato, mas interiormente estão cheios de ganância e de maldade”, disse certa vez. Expressões de amor a Deus, com o passar do tempo, haviam se tornado em maneiras de impressionar os outros. Nos tempos de Jesus as pessoas religiosas tinham semblantes macilentos e famintos durante um breve jejum, oravam solenemente em público e levavam porções da bíblia amarradas ao corpo. Durante o sermão do monte Jesus denunciou os motivos por trás destas práticas aparentemente inocentes.
Leon Tolstoi, que combateu o legalismo a vida inteira, compreendeu as fraquezas de uma religião baseada em exterioridades. Segundo ele, todos os sistemas religiosos tendem a promover regras externas, ou seja, moralismo. Jesus pelo contrário, se recusou a definir um conjunto de regras que seus seguidores pudessem cumprir com um sentimento de satisfação. A prova da maturidade espiritual argumentava Tolstoi, não é a “pureza” que se tem, mas, sim, a consciência da própria impureza. Essa consciência abre a porta para a Graça.

Salmo 151


Desde pequeno sempre gostei de assistir TV como acho que acontece com a maioria das pessoas no mundo. Algumas séries me chamavam a atenção e fazia questão de terminar mais rápido meus afazeres para poder assisti-las. Lembro-me de uma série norte americana chamada “o Homem que Veio do céu” que contava as histórias de um anjo que andarilhava pelo nosso Planeta ajudando quem Deus colocava em seu caminho em uma série de infindáveis missões. Lembro-me vagamente dessa série mais porque o ator que interpretava o anjo era a cara no Roberto Carlos que era um cantor que estava em alta na época (palavras de minha mãe).  De 1994 a 2003 outra série me chamou a atenção. “O toque de um anjo” foi uma produção que durou 9 anos e que tinha entre muitos diferenciais a mensagem escancaradamente cristã de otimismo, perseverança, e acima de tudo amor.
Resolvi escrever este Post por um episódio em especial que guardo em meu coração. O nome do episódio é “Salmo 151” e aqui vai uma pequena descrição do episório: Nesse episódio Mônica(Um anjo) recebe a missão de ajudar o pequeno Petey a realizar antes de sua morte, uma lista com 9 desejos. E um deles está em ajudar sua mãe a terminar uma música de louvor pelo seu nascimento. O que levou Audrey (mãe) a escrever, foi por não encontrar nos 150 Salmos da Bíblia, nenhuma expressão que correspondesse a alegria pela vinda do seu primeiro filho. E em agradecimento a Deus, começa compor os primeiros versos do Salmo 151... podendo ser essa canção suas últimas palavras de amor a seu filho. “Testemunharei o Amor” conduz o espectador a um encontro pessoal e inesquecível com Deus. Uma combinação perfeita de música e fé, capaz de mergulhar o público em questionamentos profundos, negados a se fazer ao longo dessa passagem chamada VIDA. O episódio aborda um tema forte, delicado e de acontecimento inevitável em nossas vidas: A Morte. Em sua tarefa, Mônica deve ajudar o pequeno Petey, prestes a morrer por uma doença rara nos pulmões, a realizar uma lista de 9 desejos que gostaria de presenciar ainda em vida. Um dos desejos dele era ver sua mãe, Audrey, finalizar uma música ao qual começou a compor quando ainda era recém-nascido.. Entretanto a mãe nunca concluiu, em razão da triste descoberta da rara doença estabelecida em Petey ainda pequeno. E agora Mônica deve incentiva-la a finalizar o que começou, sendo que seu filho só partirá depois que terminar por completo o seu hino de louvor.
OS DESEJOS DE PETEY PATRICK CARMICHAEL:
Número 1: Aprender a tocar piano.
Número 2: Achar uma boa casa para Fluffy.
Número 3: Achar alguém para cantar com mamãe.
Número 4: Encontrar alguém para tirar a neve da calçada.
Número 5: Ajudar mamãe terminar a canção.
Número 6: Operação você-sabe-o-quê.
Número 7: Morrer em casa...
Número 8: Um mastro gigantesco 
Número 9: IR PARA O CÉU
Cada vez que vejo este episódio não consigo conter minhas lágrimas. Vale muito a pena assistir o vídeo do final do episódio.





Sobre problemas de família(quem não tem?)


Cada família inclui alguns indivíduos bem sucedidos e alguns lamentavelmente fracassados. No jantar de família no Natal, o Tio “Bob” funcionário público que ganha R$ 8000,00 mensais senta-se ao lado do Tio “Gregory”, assalariado, alcoólatra que nega sustento digno à família, sempre espancou seus filhos e faz carinha de coitado toda vez que perguntam por que a família se revoltou contra ele. Também tem o tio “Wilson” que está em seu terceiro casamento fracassado por conta de seus hábitos questionáveis e a vovó “Mafalda” que desejou a morte de seu neto certa vez em um momento de fúria. Embora alguns dos que estão sentados a mesa sejam inteligentes e alguns idiotas, alguns feios e alguns atraentes, alguns sadios e alguns inválidos, numa família essas diferenças tonam-se insignificantes.
O primo “Alex” parece tentar de tudo para alienar-se da família, mas não existe uma forma prática de expulsá-lo. Ele faz parte, como todos nós, porque nascemos dos mesmos ancestrais, e os mesmos genes movem-se dentro de nossas células. O fracasso não elimina a qualidade de membro de ninguém. Uma família, disse certa vez Robert Frost, “é o lugar que, quando você tem de ir, eles têm de acolher você”.
Às vezes penso sinceramente que Deus inventou a instituição humana da família como um campo de treinamento, a fim de preparar para a convivência dentro de outras instituições. As famílias funcionam melhor quando celebram as diferenças, não quando as encobrem. Uma família saudável ergue os membros mais fracos sem, ao mesmo tempo, derrubar os mais fortes. Como disse a mãe de Jonh Wesley: “Qual de meus filhos mais amo? Amo o doente até ele ficar bom e aquela que foi embora de casa até ele voltar”.
A família é a única instituição humana que não podemos escolher. Entramos nela pelo simples fato de nascer e, em consequência disso, somos associados  a um grupo de gente estranha e desigual. A igreja exige outro passo: a decisão de nos unirmos num grupo heterogêneo devido a um vínculo comum em Jesus Cristo. Será que as semelhanças param por aí? Pense e se achar mais alguma semelhança entre família e igreja por gentileza coloque abaixo no post.

A real importância de doar


Em meu primeiro texto no Blog do meu velho amigo Cristiano teci uma relação entre o doar e o doar consciente. Lembro-me de ter escrito: “Se simplesmente eu usar a desculpa acomodada que estou devolvendo o que é de Deus e a responsabilidade é de meu pastor e este prestará contas no fim de tudo posso cair no erro de ajudar a sustentar um antro de roubo, prostituição e mentira e isso meu caro amigo é financiar o crime!”
Pois bem, hoje gostaria de elaborar mais um pouco esta ideia se o caro leitor(a) me permitir. Embora a igreja geralmente fale de amplos princípios mais do que orientações específicas no que se refere a dinheiro, ela realmente apresenta uma atitude aberta a todos nós. Podemos desarmar o poder do dinheiro, e fazemos isso quando doamos.
Não fazia sentido uma viúva doar seus últimos centavos a uma instituição de Jerusalém corrupta e caindo aos pedaços. Mas, na ação daquela mulher Jesus viu uma mostra comovente do espírito adequado em relação ao dinheiro. Nós o empregamos melhor quando o doamos.
Certa vez lí a história que Gordon Cosby, da Igreja do Salvador, sediada em Washington, conta sobre uma viúva cuja renda mal dava para alimentar e vestir seus seis filhos. Todas as semanas ela vinha depositando fielmente quatro dólares na bandeja das ofertas. Um diácono sugeriu que Cosby procurasse a viúva e lhe assegurasse que ela poderia usar o dinheiro para outras finalidades em benefício de sua família.
Cosby seguiu o conselho do diácono, para seu eterno arrependimento. A viúva reagiu com muita tristeza: “O senhor está tentando tirar de mim a última coisa que me dá dignidade e sentido”, disse-lhe.
O principal benefício da doação é o seu efeito sobre o doador. Sim africanos, indianos e brasileiros precisam muito de minha ajuda financeira, como insistentemente me lembram as campanhas para levantar fundos na Web. Mas minha necessidade de doar é exatamente tão desesperada quanto a necessidade deles de receber. O ato da doação me faz lembrar melhor meu lugar na terra. Todos nós vivemos aqui pela bondade e graça de Deus, como aves no céu ou flores no campo, disse certa vez Jesus. A doação me dá a oportunidade de expressar minha fé e confiança de que Deus cuidará de mim, da mesma forma que se preocupa com as aves e os lírios.


Epitáfio para o Séc. XX

1. Aqui jaz um século
onde houve duas ou três guerras
mundiais e milhares
de outras pequenas
e igualmente bestiais.

2. Aqui jaz um século
onde se acreditou
que estar à esquerda
ou à direita
eram questões centrais.

3. Aqui jaz um século
que quase se esvaiu
na nuvem atômica.
Salvaram-no o acaso
e os pacifistas
com sua homeopática
atitude
— nux-vômica.

4. Aqui jaz o século
que um muro dividiu.
Um século de concreto
armado, canceroso,
drogado, empestado,
que enfim sobreviveu
às bactérias que pariu.

5. Aqui jaz um século
que se abismou
com as estrelas
nas telas
e que o suicídio
de supernovas
contemplou.
Um século filmado
que o vento levou.

6.Aqui jaz um século
semiótico e despótico,
que se pensou dialético
e foi patético e aidético.
um século que decretou
a morte de Deus,
a morte da história,
a morte do homem,
em que se pisou na Lua
e se morreu de fome.

7.Aqui jaz um século
que opondo classe a classe
quase se desclassificou.
Século cheio de anátemas
e antenas, sibérias e gestapos
e ideológicas safenas;
século tecnicolor
que tudo transplantou
e o branco, do negro,
a custo aproximou.

8. Aqui jaz um século
que se deitou no divã.
Século narciso & esquizo,
que não pôde computar
seus neologismos.
Século vanguardista,
marxista, guerrilheiro,
terrorista, freudiano,
proustiano, joyciano,
borges-kafkiano.
Século de utopias e hippies
que caberiam num chip.

9. Aqui jaz um século
que se chamou moderno
e olhando presunçoso
o passsado e o futuro
julgou-se eterno;
século que de si
fez tanto alarde
e, no entanto,
— já vai tarde.

Affonso Romano de Sant'Anna

As Armas cristãs


Como deveria estar claro após tanto tempo escrevendo, creio que a distribuição da graça de Deus é a principal contribuição cristã. Como disse Gordon MacDonald, o mundo pode fazer o que a igreja faz, exceto uma coisa: ele não pode mostrar graça. Em minha opinião, os cristão não estão desempenhando muito bem seu papel de distribuir a graça, e nós tropeçamos justamente nesse campo de fé e política.
Jesus não permitiu que nenhuma instituição interferisse em seu amor por quem quer que fosse. As políticas judaicas raciais e religiosas proibiam-no de conversar com uma mulher samaritana, sem mencionar uma mulher com histórico confuso; Jesus escolheu uma destas mulheres como sua missionária. Entre seus discípulos estava um coletor de impostos, visto por Israel como um traidor, e um zelote que seria uma espécie superufanista. Ele teceu elogios a João Batista, adepto da contracultura e encontrou-se com Nicodemos, fariseu diligente, não se esquecendo de passar alguns momentos com um centurião romano. Jantou na casa de outro fariseu chamado Simão e também na casa de um homem “impuro”, o leproso Simão. Para Jesus a pessoa era mais importante do que qualquer categoria ou rótulo.
Sei como é fácil ser arrastado pela polarização política, tive meus momentos e tenho amigo que ainda permanecem assim, gritar dentre um grupo de manifestantes contra o “inimigo” que está na outra ponta. Mas Jesus ordenou: “Amem os seus inimigos”.
Quem são meus inimigos? Defensores do aborto? Pastores corruptos? Políticos que ameaçam meus princípios morais? Se meu ativismo por mais bem intencionado que que seja, expulsa o amor então entendi mal o evangelho de Jesus.
As questões que a sociedade enfrenta são fundamentais, e talvez uma guerra cultural seja inevitável. Mas os cristãos deveriam usar armas diferentes ao lutar nessa guerra, as “armas da misericórdia”, na expressão maravilhosa de Dorothy Day. Jesus declarou que nós deveríamos ter uma marca distintiva: não a correção política ou a superioridade moral, mas o amor.

Deus dos lugares inesperados


Dia atrás estava com minha esposa voltando de carro para nossa residência quando fomos surpreendidos por uma tempestade. Foram aproximadamente 20 minutos vendo seus olhinhos assustados enquanto pulava no acento do carro cada vez que um raio cortava os céus. Enquanto dirigia pensava no poder destruidor de uma descarga elétrica destas proporções e me questionei no porque de haver algo tão destrutivo na natureza. Pode parecer contraditório que algo tão destrutivo tenha um papel fundamental para perpetração da vida, mas quando corta os céus aumentando a temperatura por onde passa para aproximadamente 30.000 °C o raio queima e funde substâncias importantes para a nutrição dos vegetais. Sem tais tempestades seria muito diminuta a presença de certos tipos de nitratos importantes para a vida. Usando uma ótica forçada à benevolência concluiria que, de certa forma até mesmo os raios fazem parte do “cuidar” de Deus para como homem, pois nutrem seu solo e garantem a abundância de alimentos.
Quando penso sobre esta presença divina nos lugares e coisas mais inesperadas lembro-me de ter lido em meados de 2005 a história de Joanna, uma mestiça de branco e negro, categoria conhecida como coloured (ou seja “de cor”) nascida na África do Sul. Como estudante ela foi agitadora, pedindo mudanças no Apartheid e depois viu o milagre que ninguém previa, o desmantelamento pacifico daquele sistema perverso. Posteriormente acompanhou com seu marido a transmissão ao vivo da Comissão de Verdade e Reconciliação.
Em vez de exultar com a liberdade recém-conquistada, Joanna logo decidiu se ocupar da prisão mais violenta da África do Sul, onde o próprio Mandela passara vários anos. Membros de gangues com o corpo coberto de tatuagens controlavam a prisão e impunham a novos presos uma regra rigorosa, exigindo que atacassem prisioneiros indesejáveis para manter a integração ao grupo. As autoridades faziam vista grossa, deixando que aqueles “animais” se espancassem e se matassem.
Sozinha Joanna começou a visitar diariamente as entranhas daquele cárcere. Ela trazia uma simples mensagem de perdão e reconciliação, tentando pôr em pratica uma escala menor do que Nelson Mandela e o bispo Tutu procuravam fazer a nível nacional. Organizava pequenos grupos, ensinava-lhes jogos de confiança, conseguia que os presos revelassem detalhes horrendos de sua infância. Um ano antes de ela iniciar suas visitas a prisão contabilizava 279 atos de violência; no ano seguinte só ocorreram dois. Os resultados obtidos por Joanna foram tão impressionantes que a BBC enviou de Londres uma equipe de filmagens para fazer dois documentários sobre o trabalho dela, cada um de uma hora de duração.
Certa vez ao ser questionada sobre os detalhes da transformação ocorrida naquela prisão ela simplesmente disse: “Bem, é claro que Deus já estava presente na prisão. Eu só precisei torna-lo visível”

A Cruz e a suástica


O desafio que a igreja cria para o estado muitas vezes se torna um conflito manifesto, especialmente quando o estado totalitário se afirma como “Deus”. A Alemanha nazista apresentou o teste mais duro para a doutrina dos dois reinos proposta por Lutero, um teste que a igreja na maioria dos casos não resolveu. Martin Niemöller, um dos líderes da resistência contra Hitler, confessou que a igreja em geral não tivera a coragem de resistir a Hitler. Praticando uma fé individualizada, acostumados a submeterem-se ao estado, seus dirigentes esperaram demais para protestar. De fato, muitos líderes protestantes sendo incluído aí o próprio Niemöller, inicialmente agradeceram a Deus pelo surgimento dos nazistas, que pareciam ser a única alternativa ao crescente comunismo.
Como um sinal de mau agouro, os cristãos evangélicos sentiam-se atraídos pelas propostas  de Hitler de restauras a moralidade no governo e sociedade. Segundo o teólogo protestante Karl Barth, a igreja “quase unanimemente acolheu o regime de Hitler, com verdadeira confiança, de fato com as mais elevadas esperanças”. Pastores vestiam uniformes nazistas e cantavam hinos ao Terceiro Reich e adotaram o lema " A suástica sobre nosso peito, a Cruz em nosso coração". Foi demasiada tarde a descoberta de que a igreja havia sido seduzida pelo poder do estado.
No fim uma minoria acabou acordando para a ameaça nazista. Niemöller publicou uma série de sermões com o título extremamente agressivo: Christus Ist mein Führer (Cristo é meu führer). Ele passou sete anos num campo de concentração. Pouco tempo depois o pastor Dietrich Bonhoeffer, membro da resistência alemã anti-nazista e membro fundador da Igreja Confessante foi executado. No fim cristãos fiéis  foram único grupo significativo que se opôs a Hitler dentro da Alemanha. Sindicatos, o Parlamento, políticos, médicos, cientistas, professores universitários, advogados... todos capitularam. Apenas cristãos que estendiam sua lealdade a um poder superior resistiram.
Graças a Deus , a Igreja do Brasil nunca teve que enfrentar tão rigorosa escolha contra a tirania. Muito pelo contrário, cada vez mais a igreja tem tido papel fundamental nas decisões políticas atuais. Resta-nos abrir bem nossos olhos para que tais atrocidades nunca se repitam com o endosso de cristãos inocentemente ludibriados. 

Sangue


Seria uma segunda-feira normal? Ando pelas ruas de minha cidade, Curitiba, acreditando que sim. São 07h30min da manhã e o movimento já é intenso na rua XV de Novembro dentre as pessoas que não tem tempo a perder. Um café, um pão de queijo, lendo o jornal enquanto engole mais um bocado daquela comida que foi feita pela Dona Maria, assalariada, divorciada, que tem a filha que sonha em ser “médica de bicho” e um filho que, coitado, sonha em ser algo mais que um viciado em Crack. Na rua ninguém esbarra em ninguém, todos estão voltados para suas preocupações, seu mundo, seu mundinho sem se dar conta que existem pelo menos mais um milhão de pessoas perdidas nesse país acordando com as mesmas preocupações, vivendo a mesma vida de plástico que eles vivem. Ando mais um pouco e vejo uma marca de sangue no chão, marca grande demais para ser de um animal penso eu, algo parece ter sido arrastado ali. Mas o que? Quem? Por quê? Penso que poderia ser um homem, meu raciocínio é lógico, homens morrem mais de morte violenta que mulheres nesse país. Penso então que uma vida se findou naquele local e isso me soa injustificável afinal nenhum motivo é suficientemente válido para a morte de alguém, e me entristeço. Paro por alguns minutos, vejo que a marca de sangue foi varrida e lavada, mas ainda assim permanecem vestígios do que antes corria dentro do corpo de alguém que tinha vida, pensamentos, frustrações, amores. Então meu pensamento é interrompido pelo som da cidade grande e saio dali pensando no aparente paradoxo: Enquanto uma vida se findou naquele local a cidade pede passagem para que milhares de outras continuem passado por ali na esperança de viver!


Vida Maria!

Nesse dia do Professor vai o alerta... não mate a esperança nem destrua o aprendizado de seu filho! 

vida maria por tradicaonegocios no Videolog.tv.

Momentos (Nuno Rocha)

Foi o Cristiano (@crentassos) que me mostrou este vídeo a muito tempo e tenho que admitir que vira e mexe acabo convergindo para ele novamente, um curta do português Nuno rocha que com certeza merece nosso respeito. Curtam e compartilhem!

Relaxa na bíblia

Olha o videozinho... se essa moda pega!
♫“Segura essa tcheca, não rale ela no chão”
“A perereca ta ungida!”♪