Como
deveria estar claro após tanto tempo escrevendo, creio que a distribuição da
graça de Deus é a principal contribuição cristã. Como disse Gordon MacDonald, o
mundo pode fazer o que a igreja faz, exceto uma coisa: ele não pode mostrar
graça. Em minha opinião, os cristão não estão desempenhando muito bem seu papel
de distribuir a graça, e nós tropeçamos justamente nesse campo de fé e
política.
Jesus
não permitiu que nenhuma instituição interferisse em seu amor por quem quer que
fosse. As políticas judaicas raciais e religiosas proibiam-no de conversar com
uma mulher samaritana, sem mencionar uma mulher com histórico confuso; Jesus
escolheu uma destas mulheres como sua missionária. Entre seus discípulos estava
um coletor de impostos, visto por Israel como um traidor, e um zelote que seria
uma espécie superufanista. Ele teceu elogios a João Batista, adepto da
contracultura e encontrou-se com Nicodemos, fariseu diligente, não se
esquecendo de passar alguns momentos com um centurião romano. Jantou na casa de
outro fariseu chamado Simão e também na casa de um homem “impuro”, o leproso
Simão. Para Jesus a pessoa era mais importante do que qualquer categoria ou
rótulo.
Sei
como é fácil ser arrastado pela polarização política, tive meus momentos e
tenho amigo que ainda permanecem assim, gritar dentre um grupo de manifestantes
contra o “inimigo” que está na outra ponta. Mas Jesus ordenou: “Amem os seus
inimigos”.
Quem
são meus inimigos? Defensores do aborto? Pastores corruptos? Políticos que
ameaçam meus princípios morais? Se meu ativismo por mais bem intencionado que
que seja, expulsa o amor então entendi mal o evangelho de Jesus.
As
questões que a sociedade enfrenta são fundamentais, e talvez uma guerra
cultural seja inevitável. Mas os cristãos deveriam usar armas diferentes ao
lutar nessa guerra, as “armas da misericórdia”, na expressão maravilhosa de
Dorothy Day. Jesus declarou que nós deveríamos ter uma marca distintiva: não a
correção política ou a superioridade moral, mas o amor.


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