Sangue


Seria uma segunda-feira normal? Ando pelas ruas de minha cidade, Curitiba, acreditando que sim. São 07h30min da manhã e o movimento já é intenso na rua XV de Novembro dentre as pessoas que não tem tempo a perder. Um café, um pão de queijo, lendo o jornal enquanto engole mais um bocado daquela comida que foi feita pela Dona Maria, assalariada, divorciada, que tem a filha que sonha em ser “médica de bicho” e um filho que, coitado, sonha em ser algo mais que um viciado em Crack. Na rua ninguém esbarra em ninguém, todos estão voltados para suas preocupações, seu mundo, seu mundinho sem se dar conta que existem pelo menos mais um milhão de pessoas perdidas nesse país acordando com as mesmas preocupações, vivendo a mesma vida de plástico que eles vivem. Ando mais um pouco e vejo uma marca de sangue no chão, marca grande demais para ser de um animal penso eu, algo parece ter sido arrastado ali. Mas o que? Quem? Por quê? Penso que poderia ser um homem, meu raciocínio é lógico, homens morrem mais de morte violenta que mulheres nesse país. Penso então que uma vida se findou naquele local e isso me soa injustificável afinal nenhum motivo é suficientemente válido para a morte de alguém, e me entristeço. Paro por alguns minutos, vejo que a marca de sangue foi varrida e lavada, mas ainda assim permanecem vestígios do que antes corria dentro do corpo de alguém que tinha vida, pensamentos, frustrações, amores. Então meu pensamento é interrompido pelo som da cidade grande e saio dali pensando no aparente paradoxo: Enquanto uma vida se findou naquele local a cidade pede passagem para que milhares de outras continuem passado por ali na esperança de viver!


Vida Maria!

Nesse dia do Professor vai o alerta... não mate a esperança nem destrua o aprendizado de seu filho! 

vida maria por tradicaonegocios no Videolog.tv.

Momentos (Nuno Rocha)

Foi o Cristiano (@crentassos) que me mostrou este vídeo a muito tempo e tenho que admitir que vira e mexe acabo convergindo para ele novamente, um curta do português Nuno rocha que com certeza merece nosso respeito. Curtam e compartilhem!

Relaxa na bíblia

Olha o videozinho... se essa moda pega!
♫“Segura essa tcheca, não rale ela no chão”
“A perereca ta ungida!”♪

Relacionamento e alguns problemas entre o homem e Deus

Caríssimo leitor permita-me levantar algumas observações sobre as Sagradas Escrituras para que possamos de alguma forma racionalizar, se é que isso é possível, o caráter Divino. Sempre notei Jesus e Deus Pai como duas facetas de uma mesma moeda. Um o advogado outro o Juiz, um leve e ponderado, outro colérico e tempestuoso, o primeiro assemelhando-se a mulher que é emotiva, amorosa e perdoadora o outro se assemelhando ao homem que via de regra mostra-se racional e frio.
Porém quando comecei a procurar traços do caráter de Deus o descobri simplesmente apaixonado por seu povo, sedento de amor pela humanidade e buscando, para minha surpresa, intimidade!!Devo admitir que verifiquei mais evidências de um Deus que busca relacionamentos estreitos com a humanidade do que o de um distante e carrancudo executor de sentenças.
Bom! Até aí você deve estar me achando tolo por me dar ao trabalho de escrever o óbvio. Pois é lógico que somente um Deus que se importa mandaria seu filho unigênito para morrer de morte de cruz por nós.  
Nosso grande problema para mim passa ser a partir deste ponto. Se temos um Deus que quer se relacionar devemos intuitivamente definir que , a exemplo do que acontece com todos nós, este relacionamento exigirá diálogo, estará suscetível a frustrações e quem sabe um pouco de ausência de ambas as partes. Certa vez um escritor disse que “Todo relacionamento passa por períodos de proximidade e distanciamento, e, no relacionamento com Deus, por mais íntimo que seja o pêndulo vai oscilar de um lado para o outro”.  Quando era mais jovem (pausa para uma risada do @Crentassos) participava de uma pequena igreja e ainda me lembro que as senhoras que lá congregavam se referiam a um “tempo no deserto” procurando nominar os períodos de silêncio por parte de Deus. Felizmente, para nós, isto parece ser comum e benéfico até certo ponto. O Escritor Henri Nouwen chamou-os de “o ministério da ausência”. Aiden W. Tozer chamou-os de “o ministério da noite” e outros o mencionam como “o inverno do coração”. 
Quando chega este período em nossas vidas fatalmente começamos a procurar um culpado. Pensamos erroneamente (na maioria das vezes, espero eu!) estarmos em algum pecado não confesso para que Deus tenha se “ausentado” assim. Tristemente algumas denominações ajudam a solidificar esta ideologia na mente de seus fiéis criando uma casta de cristãos paranóicos que buscam exaustivamente santificação a ponto de se flagelarem social, cultural e porque não fisicamente.
Jó passou por algo semelhante. Dos 42 capítulos existentes no livro que conta sua caminhada Deus se ausentou aproximadamente por 37 sem, contudo haver culpa por parte de Jó para tal ausência. O que ele fez nesta situação?? Lembrou o quem era Deus e o que Ele já havia feito por ele. Evidenciou em sua vida que Ele estava no poder e que a despeito das aparências seu plano era “bom”. Então caro amigo! Se sua vida passa por algum período parecido não se desespere, pois como todo relacionamento o silencio é necessário para o amadurecimento de seus integrantes. 

Perigoso


Particularmente acho Menina de Ouro (Million dollar Baby, 2004) um primor cinematográfico. Gosto do roteiro, da fotografia sem claro me esquecer do desempenho sempre ótimo de Morgan Freeman e Clint Eastwood. Mas uma personagem me cativa sempre que vejo o filme. “Danger” é um garoto magricelo e desajeitado que apareceu no ginásio de Clint para treinar e mesmo não tendo chance alguma de enfrentar um pugilista profissional nutre em seu coração a ilusória idéia que está cada vez mais preparado para tal. Toda idéia de aparente vitória está muito clara em sua mente até que, em dado momento do filme ele enfrenta outro aluno que frequenta o ginásio e, após receber alguns golpes certeiros, acaba se deparando com a verdade. De que, apesar de seus esforços ele não tem a mínima chance contra seu oponente. Como um trem desgovernado a realidade se apresenta destruidora e o reduz a uma caricatura do que antes ele considerava intocado. Não nos sentimos assim às vezes? Que faz Jesus nestas horas? Para onde vai Deus quando precisamos?
Para arriscar um palpite procurarei ilustrar com a imagem que aparece no próprio filme quando Danger é nocauteado. Freeman, o zelador do estabelecimento, o homem responsável por “servir” e nada mais o ajuda a levantar e apesar do desempenho desastroso o incentiva dizendo que ele se saiu muito bem e o lembra do fato de qualquer um poder ser nocauteado em algum momento. Guardada as devidas proporções Jesus nos incentiva a levantar quando caímos nos provando através de suas palavras que qualquer um pode cair, nos lembrando seu amor e do fato principal que não precisamos passar por nossas provações sozinhos.
Sobre o Danger?? Se você assistiu o filme deve lembrar que no fim ele retorna ao treinamento!
Aparentemente a fé que Freeman tinha nele o incentivou a tentar novamente.



A Primavera


Primavera Árabe foi o nome escolhido para nominar a onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos do mundo árabe que eclodiu em 2011. A raiz dos protestos é o agravamento da situação dos países, provocado pela crise econômica (iniciada em 2008) e pela falta de democracia. A população sofre com as elevadas taxas de desemprego, o alto custo dos alimentos, pede melhores condições de vida e principalmente clama por justiça. Após anos de ditaduras, muita das quais fundamentadas em regimes teocráticos não raro configura-se o fato de gerações inteiras não saberem como lidar com a liberdade adquirida, quando e se, efetivamente isso ocorre. Ruy Barbosa certa vez disse que “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça e ter vergonha de ser honesto”. Será que seria isso que acontecera conosco? Será que perdemos a esperança em dias melhores? Seria o conceito de justiça algo tão abstrato e moldável assim?
Infelizmente desanimar-se da justiça configura-se em uma atitude que beira a patologia. Indivíduos altamente desenvolvidos e espiritualizados não admitem outro fundamento, que não a justiça, para suas ações éticas. Fazer o bem, fazer o certo, respeitar as pessoas e instituições deve ser um estilo de convivência e não uma prática determinada por convicções egoístas. Sendo feminina em seu gênero a justiça necessita ser gerada no ventre da imparcialidade sempre. Ela não é benevolente nem assistencialista; a justiça é objetivamente ética e respeitadora. Ela encontra-se ao lado da verdade sem ser personalista. Deve frustrar os que se valem da mentira, desonestidade e dos que desprezam o direito.
Por fim Blaise Pascal, filosofo francês certa vez escreveu:                                      
“É justo que o que é justo seja seguido e é necessário que o que é mais forte seja seguido. A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força é contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça é acusada. É preciso portanto pôr em conjunto a justiça e a força, e, por isso, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo. “

Capitalismo é um erro??


Diante das crises financeiras atuais que se deram desde o inicio de 2008 e ainda permanecem muito tem se vociferado sobre a eficácia ou não do capitalismo em nossos dias atuais. O que me inclinou a escrever este texto foi o fato de notar que esses alardes contra o regime ora existente em nossa sociedade, a saber, o capitalismo vem justamente de adeptos de outros regimes minoritários o que me inclinou a cogitar a real culpa do capitalismo em todo esse triste cenário. É evidente que quando as coisas estão erradas queremos encontrar os culpados, mas aceitar as críticas de entusiastas do socialismo (por exemplo) contra o capitalismo neste momento seria como ouvir defensores da natureza prantear que cada grau de variação da temperatura de nosso planeta tem como causa o efeito estufa, sem nos esforçarmos para levar em consideração que existem vertentes de estudos que apontam para mudanças climáticas sazonais naturais ao globo ao longo dos milênios, ou seja, isso é descabido e insensato.  Deixo claro desde o início deste texto caro leitor(a) que não vou fazer apologia a esse ou aquele sistema econômico até porque considero que todos são bons se colocados em prática com preceitos morais, éticos e humanos ou qualquer coisa que realmente possa se denominar “humano” e se refira a atitudes elevadas em detrimento desse caráter vil em que nossa sociedade está inserida.
Para ser sincero, não tenho muito contra o capitalismo, estamos em “lua de mel” ainda por assim dizer. Trabalho muito e posso comprar o que quero para minha família. Às vezes quero coisas melhores é verdade, e aí vem a vantagem deste sistema para mim. Basta que me dedique mais e trabalhe mais para que consiga coisas melhores. Não é um mau princípio, você pode ascender na vida se realmente desejar. O problema deste regime no meu ponto de vista limitado seria o fator “homem” que deturpou os conceitos iniciais do regime. No “boom” da crise em 2008, o Presidente francês afirmou que "a crise financeira não é a crise do capitalismo. É a crise de um sistema que se afastou dos valores fundamentais do capitalismo, que traiu o espírito do capitalismo". Avisou ainda: "o anti-capitalismo não oferece qualquer solução à crise atual. Regressar ao coletivismo, que tantos desastres provocaram no passado, seria um erro histórico". Considero acertada a afirmação. É necessário repensar o capitalismo ante os ataques populistas e oportunistas é verdade, mas atacar o capitalismo por causa da crise financeira é como atacar a democracia por causa de partidos extremistas serem eleitos em muitos países democráticos. Todos os bons sistemas têm problemas.
Concordo que a competição imposta pelo capitalismo é desigual. O capitalismo não fornece os mesmos meios para que todos possam competir igualmente. Normalmente os países “pobres” arcam com um custo elevado para que países ricos possam sustentar seu crescimento. Isso é injusto e permanece injusto porque o gerente de uma multinacional achou viável em dado momento transferir suas instalações para um país onde a mão de obra é mais barata. Note dois erros nesse trecho:
Primeiro a falta de escrúpulos do gerente que preferiu o lucro em detrimento das questões morais quando opta em usar a mão de obra praticamente escrava para trabalhar em sua empresa. Poderia não transferir suas filiais e lucrar menos ou simplesmente contribuir para que seus novos trabalhadores ganhassem próximo ao que ganhariam se estivessem no país matriz.
Em segundo lugar faltou a mão protetora do governo que recebeu a multinacional para proteger os cidadãos que vivem sob suas penas através de leis e regulamentações para que cada trabalhador tenha sua justa oportunidade de crescimento.
Note que nas duas situações o erro foi do homem que se usou de brechas no “sistema” para cometer atos que não chegam a ser ilegais, mas certamente configuram-se imorais. O que o capitalismo fez na história do homem? Ele se adequou dentro desse espaço humano no qual já existia desigualdade, mas não por se tratar do sistema capitalista, e sim por se tratar de um sistema com seres humanos; seres que nascem com aptidões diferentes, com força física diferente e em ambientes diferentes que os favorecem ou não. O capitalismo até em certo ponto as minimizou! Pois não, as minimizou. Acabou com estratos e condições eternas. O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã, ou vice-versa. Hoje considero o capitalismo muito mais do que economia. Sem capitalismo, não há liberdade individual, não há pluralismo político e não há sociedades prósperas. Basta olhar para a história do século XX, para ver o resultado de todas as experiências anti-capitalistas. Desde a União Soviética à Alemanha Nazi, passando pela Espanha de Franco e pelo Estado Novo. Muito mais grave do que a crise financeira seria a falta de memória histórica e disso não podemos nos furtar.
O que fazer? Mudar de sistema? Acho que não!
Concordaria em mudar de sistema somente se optássemos por coisa melhor, o que não vislumbro no momento. Disse uma vez em uma rede social: “O capitalismo não é a resposta, mas o socialismo também não é! O que espero é algo que ainda não vi!”. Mantenho estas as minhas palavras e findo este texto na esperança de ter crescido mais um pouco enquanto o escrevia. Tentarei fazer como Lutero fez a mais de cinco séculos atrás: Antes do cisma tentarei limpar e varrer minha “casa” para que tenha certeza que todo o possível tenha sido feito.


11 anos!


Jimmy Walsh, um tranquilo encanador em New Jersey ajudou a projetar a maior cascata já feita pelo homem. Com 4 mil metros quadrados e quedas d’água de 9 metros de altura esta cascata não se destaca apenas pela beleza mas principalmente pela localização, a região central de uma das maiores metrópoles da atualidade. Porém, o fato de maior relevância encontra-se em esta cascata estar exatamente no “Marco Zero”, o ponto onde cada uma das torres gêmeas se erguia. As cascatas são rodeadas por um parque de 65 mil m² bem no lugar onde dez anos atrás Jimmy perdeu sua mãe Barbara P. Walsh no atentado que vitimou 2.983 pessoas deixando inúmeras famílias com uma pergunta tão simples quanto irresoluta: Porquê?

Barbara 59 anos havia conversado as 08h30min com seu marido ao telefone naquele fatídico dia discutindo que carne faria para o jantar. Quando seu marido retornou a ligação pouco depois na esperança de solucionar algumas dúvidas sobre a ocasião já era tarde demais. Um avião pilotado por um grupo terrorista acertara em cheio o andar ao qual ela se encontrava. Seu corpo nunca foi encontrado.
Antes que haja uma enxurrada de acusações de leitores que acham que os E.U.A. tem “culpa no cartório” por se acharem os “Xerifes” do planeta. Ou ainda alguns que podem estar dizendo que eu não deveria defender um país que faz o que eles fazem nas guerras que travam, quero deixar uma coisa bem clara: Nenhuma vida deveria ser ceifada por nenhum motivo violento, por ausência de tratamento, abandono ou fome. Quando assisti alguns documentários a respeito do 9/11 confesso que estava endurecido pelo sentimento antiamericano que nutro desde minha adolescência. Mas ver os rostos da dor, saber que aquelas pessoas tinham famílias e imaginar como a vida delas mudou em questão de minutos me fez refletir e amadurecer no sentido mais direto da palavra.

Vários trabalhadores deram suas vidas para que fosse construído um memorial para que as vítimas deste atentado não fossem esquecidas.Como Brian Lyons que, depois de perder o irmão nos atentados, deixou o emprego para passar nove meses no local, procurando seus restos mortais. Como o corpo jamais foi encontrado, Brian decidiu ficar e participar da reconstrução — “do primeiro ao último parafuso”, como costuma dizer. Outras tantas vidas foram salvas por homens e mulheres corajosos que, contra todo o instinto de autopreservação correram em direção à imensa pilha de escombros para que as vítimas tivessem a oportunidade de viver. Como aconteceu com William Jimeno que foi uma das testemunhas dos ataques 9/11. Este policial latino de 43 anos sobreviveu sob os escombros do centro comercial subterrâneo nas Torres Gêmeas.
Nascido em Barranquilla e criado em Nova Jersey, é um dos poucos sobreviventes dos atentados que conseguiram escapar dos montes de aço e concreto. Ele e o sargento John McLoughlin, da Autoridade Portuária de Nova York. Conta que a data foi um dia trágico para os Estados Unidos, mas que em meio ao caos e à tragédia, as pessoas permaneceram unidas. “Dentro daquelas torres, havia muito amor e muita gente se ajudando” recorda. Atualmente, Jimeno mora em Nova Jersey e se aposentou por invalidez devido aos múltiplos ferimentos que sofreu. 











Porque caimos?


Poderia muito bem ser uma cena hollywoodiana: Um pregador e defensor na palavra que infelizmente estava sinceramente enganado viajando para uma pequena cidade onde esperava encontrar os algozes inimigos de sua crença. No meio do caminho se depara com uma luz, cai de sua montaria e acaba encontrando a verdade bem ali, em terra. Quase a totalidade dos leitores saberá que estou falando resumidamente sobre a conversão de Saulo de Tarso.  Judeu, discípulo de Gamaliel que é hoje mundialmente conhecido por seu nome Grego: Paulo
Para aqueles que não o conhecem recomendo que pare de ler este Post agora mesmo e corra ler a Bíblia mais especificamente o livro de Atos dos Apóstolos para que se familiarize com o que falei no início. Seria uma lástima se você terminasse de ler o que escrevi sem ter conhecimento desta linda história.
Recentemente tive a oportunidade de ler a respeito de Karl. Um tenente-coronel aviador que teve o prazer servir como capelão numa casa de saúde para internações de longa duração. Em uma época não muito distante da que foi escrita o texto ele se exercitava regularmente na tentativa de acompanhar a boa forma física dos recrutas. Atualmente, porém ele conduz uma cadeira de rodas visitando cidadãos mais idosos, alguns padecendo de demência ou com atrofia muscular por conta de seu estado de saúde. A história de Karl começou anos atrás quando ele estava andando de bicicleta por uma estrada do Novo México. Tarde de mais para evitar acabou indo de encontro a uma boca-de-lobo travando a roda dianteira o que o arremessou por sobre o guidão indo de encontro ao chão com sua cabeça. Ficou inconsciente até que foi socorrido, mas era tarde, estava paralítico do tórax para baixo. Meses de tratamento, fisioterapia, úlceras ocasionada pela pressão constante em determinadas partes do corpo o fizeram contrair infecções que o hospitalizou durante algum tempo.
Que paralelo posso traçar entre estas duas personagens separadas por aproximadamente dois mil anos?
Para responder contarei mais um pouco sobre a vida de Karl. Enquanto estava hospitalizado, devido às ulcerações ele necessitava mudar de posição a casa duas horas. Em seu quarto foram colocados dois ícones russos na parede. Um retratava a cena do batismo de Jesus no qual nas palavras de Karl “Mostrava como Deus entrou completamente em nosso mundo, nossa pele. Provando tudo o que estou provando aqui, também terminando paralisado, em uma cruz.” O outro mostrava o Deus pantocrator, O Cristo poderoso. A cada mudança de posição ele ficava de frente a uma destas imagens e perguntava-se por quê?
Mesmo sem resposta Karl continua visitando seus amigos necessitados e confessa que após o acidente eles passaram a vê-lo com maior aceitabilidade por estar sempre à mesma altura deles. Mais baixo ele pôde ver as pessoas que ajudava nos olhos, mais baixo ele aprendeu que quando se está no chão não há mais o perigo de tropeços. Assim como Paulo que precisou descer de sua montaria para ver mais de baixo também Karl quer queira ou não aprendeu não por sua escolha a ver o mundo como se estivesse de joelhos.

O que “EU” penso sobre individualismo.


Premita-me caríssimo leitor exemplificar como me amo. Geralmente acordo pela manhã e vou de imediato para meu banheiro onde tomo banho por aproximadamente 20 minutos. Após isso passo entre 10 a 15 minutos arrumando cabelo, escolhendo alguma roupa e algo mais que me deixe apresentável para o mundo que me cerca. Faço academia três vezes por semana e por mais que me esforce em alegar que os motivos permeiam questões de saúde fico feliz com o resultado dia após dia quando me olho no espelho. Gosto muito de ser elogiado e onde quer que eu vá procuro sempre ser o centro das atenções. Pergunto-me sempre a mesma coisa: Será que estou sendo notado? Devo realmente confessar que me amo mais que qualquer um! Mas isso não é produtivo para ninguém não é mesmo? Todos nós já ouvimos falar de algum “crianção” de meia idade que ainda acha que o mundo gira em torno de seu umbigo.
Infelizmente após a década de 1970 houve uma mudança no paradigma mundial no qual o individualismo e a satisfação pessoal usurparam o lugar antes ocupado pelos valores comuns e a perspectiva em longo prazo ou “gratificação adiada” segundo nos conta o observador de tendências sociais Daniel Yankelovich.
Em uma sociedade cada vem mais individualista é cada vez mais comum nós ficarmos trancados em NOSSOS quartos, com NOSSAS coisas, NOSSA rede de amigos e cuidando de NOSSA vida. Afinal de contas é o que a mídia prega diariamente nos bombardeando com manchetes jornalísticas, programas televisivos e Reality Shows nos quais gratificamos pessoas que saciam apenas seus desejos sem sequer questionar o que seus companheiros necessitam. Vemos esta tendência até mesmo em livros de auto ajuda que transbordam das estantes das livrarias e oferecem enriquecimento relâmpago, sucesso pessoal e satisfação.
Mas como ir à contra mão quando nem temos um ponto de referência para nos nortear? Quando me casei minha esposa me perguntou sobre a possibilidade de uma TV no quarto além da que já tínhamos comprado para a sala de estar. Após meditar a respeito sugeri que não comprássemos, pois preferia até mesmo “brigar” pela posse do controle remoto com ela do que tê-la distante de mim em outro cômodo.
Jesus parece ter percebido esta inclinação do ser humano para o egoísmo quando aconselha a todos nós a amarmos o próximo como a nós mesmos. Não é incrível? Parece que nosso Senhor mais do que ninguém sabia que somos naturalmente egoístas e usou isso a favor do Reino. Com isso tenho um parâmetro para o amor. Ele quer que eu elogie os outros e os faça sentir-se bem assim como eu gostos destas atitudes em particular. Outra dica importante dada por Ele enfatizando a importância de pensar como comunidade e não somente como indivíduo  encontro na oração do Pai nosso. Repita comigo:
Pai nosso....

Sereníssimo!

Hoje vou falar sobre alguém que foi fundamental para a concretização dos planos de Deus. Não! Engana-se  você caro leitor,  se acha que vou mencionar o nome de algum grande Pastor contemporâneo a nós como aqueles que enchem estádios em comemorações ou louvores ao Senhor Jesus? Tampouco vou falar de figuras históricas importantes apesar destas, em minha falha opinião, possuírem grande parcela de responsabilidade por sermos cristãos atualmente já que enfrentaram muitas adversidades em seus caminhos para garantir que a verdade fosse semeada em muitas partes do mundo. Confesso sinceramente que pensei em falar sobre os apóstolos. Sim, essa seria um boa idéia afinal de contas eles estiveram com Jesus de uma maneira ou outra e ninguém se atreveria em negar sua importância.
Mas hoje falarei sobre um coadjuvante desta grande história de amor de Deus pelo homem. Ele aparece nos últimos parágrafos das ultimas páginas mas estou certo de que sem ele a história seria outra. Simão de Cirene era judeu, provavelmente um dos muitos judeus cujas famílias moravam distantes de Jerusalém desde a diáspora e que vinham para as celebrações da Páscoa judaica. As escrituras nos dizem que este estava vindo do campo e foi constrangido por um soldado romano a carregar a cruz de Jesus por este já não possuir mais condições físicas para tal. Pense nisso!! Este homem não conhecia Jesus. A região de onde ele vinha (norte da África atualmente) nem sequer havia ouvido falar de certo Galileu que fazia prodígios! No entanto sem ele a missão de Jesus possivelmente não haveria se concretizado. Sem demagogia divina nenhuma  Deus teve a coragem para confiar tal tarefa a um ser humano ordinário, uma pessoa que poderia ter  feito tudo as avessas. Lendo as escrituras fatalmente posso notar que os “coadjuvantes” são em grande parte das vezes mais importantes que os atores principais das tramas. A Samaritana que sem sombra de dúvida tornou-se a primeira missionária, o exemplo do Centurião Romano que mostrou amor pelo seu empregado (muitos empregadores deveriam ler este trecho). A sogra de Pedro...Bom vamos pular esta parte!
De qualquer forma dois pensamentos me vêm à mente quando me deparo com essa realidade:
Primeiro fico feliz de não ser ator principal,digo, grande conferencista ou pregador, pois sei que Deus tem planos maravilhosos para mim também!!
Segundo Aprendo a prestar atenção em cada pessoa que aparece em minha vida me falando a cerca das coisas de Deus, afinal de contas nunca se sabe quando ele usará mais coadjuvantes!
Sobre Simão?? Ele deixa o palco desta história do mesmo modo que entrou! Em silêncio! Com o coração mudado provavelmente! E com Deus o aplaudindo! Muito bom para uma estréia!


Borboletas


As borboletas-monarca (Danaus plexippus), de ampla distribuição nas Américas provavelmente são nativas de Portugal, têm cerca de 70 mm de envergadura, asas laranjas com listras pretas e marcas brancas. Pergunta típica de leitor para a tela do PC neste momento: Tá, e daí?
Daí que durante a ciclo de vida desta borboleta a exemplo de muitas outras existe uma fase em que ela passa por uma metamorfose complexa para deixar de ser uma lagarta faminta de outrora e passar a ter asas, cores vivas e uma nova aparência que em nada lembra a sua anterior. Durante este processo vários são os fatorem biológicos envolvidos para que aconteça a mutação, mas em seus últimos momentos dentro de seu casulo (feito por ela mesma para abriga-la nesse período) ela precisa dispender muita energia para ver-se livre. A saída do casulo requer muita energia e uma série de movimentos força a pele velha contra a direção oposta à cabeça. Os movimentos são lentos, porém fortes e pontuais. O tempo de transformação e emersão é bem variado em cada espécie. Assim que a borboleta provoca as rachaduras no casulo começa a fazer resistência para sair pelo lado fragilizado. Quando se está completamente livre, expande as asas para bombear o líquido hemolinfático para as veias da asa aguardando então o endurecimento destas que lhes permitirão voar. O fato é que se em um momento de compaixão de nossa parte resolvermos ajudá-la isso será danoso. Sem o trabalho para se desprender de sua antiga morada nossa amiguinha nasceria fraca, com deformidades e sem a vascularização adequada.
Gostamos de reclamar de nossos problemas e logicamente almejamos sempre por dias tranquilos, mas é justamente durante os infortúnios que somos refinados. Exemplos?? Suas sinapses cerebrais tendem a aumentar quando se está diante de um problema que necessita de solução, árvores em terras escassas em água aprofundam suas raízes para buscá-la fortalecendo-se assim contra tormentas e vendavais. Deus quando permite que vivamos conforme nossas escolhas assumindo as consequências totais por elas nos fortalece não só o corpo mas o caráter.  Sendo assim por mais que seja sofrível, questionável e até mesmo cruel o período de “tribulação” é necessário e vital. 

Meu primeiro texto de auto ajuda!


"Eu nunca vi um animal selvagem sentir pena de si mesmo, Um pássaro cairá congelado e morto de um galho sem nunca ter sentido pena de si mesmo."
 D. H. Lawrence
Quando estou em sala de aula normalmente gosto de impactar meus alunos no primeiro dia com a afirmação: “Muitos aqui irão sentir dificuldades para manter o curso, haverá parentes que falecerão, alguns contrairão matrimônio e outros tantos pela jornada dupla e às vezes tripla estarão à beira da estafa física e mental. Tenho um recado para os senhores no que tange a isso: Não estou nem aí!” Sim, parece e é desagradável de minha parte fazer isso, mas a ideia geral em que se fundamenta esta afirmação é que apesar de todas as dificuldades temos que seguir em frente principalmente porque a vida nos mostra resultados e não resumos de nossas histórias pessoais. Pausa para uma pequena e fundamental indagação.
Quando você vê um mendigo na rua se pergunta quais foram os acontecimentos que o levaram até aquela situação?
Quando vê um meliante que acabou de ser preso por assassinar um pobre trabalhador se compadece dele sabendo que não passa de uma vítima da sociedade doentia em que vivemos ou simplesmente deixa isso passar.
Para o clérico você daria pena capital ao saber de alguma maracutaia ou se compadeceria dele por saber que na verdade somos todos vitimas.
O mundo é hostil, a vida não mima ninguém. Tudo que conquistei até hoje me custou tempo, suor e não poucas foram as lágrimas nesse percurso, mas valeu muito apena. Quer um conselho?? Pare de choramingar e elencar culpados para suas desgraças e siga sua vida de maneira que vença ao final pois somente assim o resultado nesse mosaico que chamamos de existência vai fazer valer cada pedaço.

Na Sandbox de Deus! (Uma análise sobre a vida de meu gato)


Amo minha gata! Não, não é uma gíria para minha esposa, namorada ou qualquer coisa do gênero. Literalmente amo o animal que tenho em casa e que convive junto com minha esposa e eu há aproximadamente três anos. Peço um favor neste momento caro leitor megacrente: Não conte para minha esposa que gosto dela pois normalmente, ainda não sei porque, não consigo tratá-la bem. Sempre que estou perto de minha esposa trato minha gata com desdém proferindo palavras em tom pejorativo, reclamando da inutilidade de ter um gato em casa, insinuando que não vejo a hora de ela morrer. É claro que não desejo sua morte ou coisa assim mas acho que ao reclamar da gata me protejo de algo que ainda não sei o que é mas  que intimamente considero perigoso, se não, não haveria o porque de me defender. Mas meu foco hoje é outro: Haveria alguma semelhança entre a vida que meu animal leva e a minha?? Não consegui deixar de pensar que minha gata tem comida, água e tudo o que precisa bem ali em sua moradia, a escolha passa a ser dela em quando usufruir ou não destes bens. “Quando quero dormir”, “Estou com fome vou comer algo”, “Onde vou descansar”, “Para onde vou andar”. Para minha gata ela é a dona de seu mundo afinal de contas ela escolhe o que fazer e a hora de fazer isso, mas se olharmos de outro ângulo vemos que o seu bem estar e até mesmo sua vida ou morte estão em minhas mãos e que seus pensamentos (se é que estes existem) são falhos por não contemplar o todo. Nós não somos assim?? Arrogantes em nossas decisões, achando-nos livres sem nos darmos contas que a Terra é apenas uma Sandbox e que nosso Criador é verdadeiramente o nosso Dono. De maneira análoga decidimos nossa vida diariamente sem consultar ninguém, agindo assim sob a permissão de Deus que, por amor, escolhe não se intrometer  e deixa-nos livres pois acho eu que Ele presa mais nossa liberdade do que seu poderio. Se você tivesse este poder faria o mesmo? Como você cuida de seu animal?

Afinal de contas para que serve a oração?


"Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebeste, e será assim convosco" (Marcos 11:24).
Por muitos anos em minha vida meu coração disparava quando me deparava com esta passagem bíblica. Vamos recapitular a cena por um instante: Havia poucos dias Jesus entrara em Jerusalém com o grupo dos doze discípulos para as festas da Páscoa e passado por uma figueira amaldiçoou-a quando descobriu que esta não apresentava frutos. Já comentei algo neste post (link) anterior sobre as razões pelas quais Ele tomou esta atitude. Posteriormente alguns comentários se seguem até que finalmente Nosso Senhor libera esta afirmação tão contundente quando insólita.
O que mais me intrigava é que aparentemente o requisito fundamental para que o pedido de oração seja respondido é a fé. Ou seja, se não recebia algo é porque provavelmente não possuía a fé necessária para usufruir de tal benção em minha vida. Confesso que apesar da negativa divina não me sentia tão incomodado com isso na época já que no final de contas a maioria de meus pedidos margeavam solicitações superficiais referentes ao meu desempenho escolar, garotas que eu havia me enamorado ou presentes que queria ganhar. Mas e quanto uma mãe que ora por um filho com câncer? Será que posso afirmar que a fé de um coração de uma mãe desesperada é falha?
Certa vez li um texto que contava a história de uma senhora Norte Americana que contraíra esta terrível doença que pouco a pouco minava sua saúde. Tal Senhora, cristã praticante, lecionava na Escola Dominical de sua comunidade para um grupo de crianças. A doença apesar de debilitá-la não conseguiu privar sua voz, motivo pelo qual ela permaneceu dando aulas. Um dia em uma proposta para as crianças ela sugeriu que respondessem a pergunta: “Se você encontrasse com Jesus hoje o que perguntaria?”. As respostas para esta indagação foram as mais inusitadas e belas possíveis: “Como é o céu?”-um perguntou. “Tem água onde o Senhor mora?”-outro arguiu. “O Senhor sente fome?”.
Finalmente, em meio a tantas perguntas uma chamou a sua atenção: “Porque o Senhor não cura a mamãe?” perguntava um dos alunos. Ao verificar o cabeçalho da página e professora descobriu com lágrimas nos olhos a criança que fizera tal questionamento: Seu filho!
Ainda não sei por que Deus não responde todas as orações. Isso me incomodava muito e por vezes ainda me causa desconforto atualmente. Porque Deus não pode simplesmente se mostrar mais ativo em nossos relacionamentos? Responder mais orações e terminar com o sofrimento de pessoas como esta senhora e tantas outras que sofrem injustamente de um mau terminal ou a perda de um ente querido? Fica muito difícil não questionar a eficácia dos planos divinos para qualquer um que visita uma UTI neonatal ou um hospital para o tratamento de câncer.
Estranhamente Deus escolheu o caminho mais inusitado para lidar com a humanidade, mostrando-se pouco, incentivando o relacionamento franco através da oração, e nos pedindo que diante de todas as expectativas contrárias, mesmo assim, tenhamos fé. O meu consolo diante deste dilema veio somente há pouco tempo quando me deparei com o trecho bíblico contido no livro de João 17: 20-23 em que Jesus ora pela unidade da igreja. Essa oração feita há aproximadamente dois mil anos ainda permanece sem respostas, e apesar de não encontrar indícios que se realizará em breve ainda consigo ver a esperança que Deus apresenta na humanidade em cada amanhecer e nas obras das mão de muitos dos chamados cristãos!
Permanecer com minha fé? Bom... Acho que isso posso continuar fazendo. Não desistirei mesmo que minhas orações não sejam respondidas. Por quê?? Jesus não desistiu!

Inveja pode!! Avareza pode!! Sexo?? Bem...


Vamos fazer uma pequena enquete? Quantas vezes, na denominação que você freqüenta, você já ouviu alguém confessando um pecado sexual? ___________________
Quantas vezes você já viu pessoas serem afastadas do púlpito por conta desta casta de pecado? _____________________
Sei que alguns de vocês nesta hora podem estar se perguntando: “A que considerações este rapaz quer chegar?”
Outros ainda podem estar já alfinetando alguns comentários em suas mentes: “ Só falta ele querer dizer que isso não é pecado!”
Para ambos os tipos de leitores darei respostas porem uma última pergunta antes: Alguém em sua igreja já foi afastado por qualquer um dos outros pecados capitais??
Permaneci tempo suficiente dentro da igreja para notar que curiosamente os pecados sexuais são de longe os mais odiados pelos puritanos de plantão. O que me causa certa estranheza é que não vejo em nenhum ponto das escrituras Jesus solidificando o status do pecado sexual como digno de maior atenção. Muito pelo contrário! Ao se deparar com uma mulher pega em ato de adultério Jesus não escandalizou-se sobremaneira pelo pecado ora cometido e simplesmente o tratou como qualquer outro. Verifique também caro leitor (a), que as pessoas para as quais nosso Senhor deferiu a maior parte dos ataques verbais foi justamente a classe que não cometia este tipo de pecado. Os fariseus e estudiosos das leis!
Sinceramente levaria mais a sério a igreja se algum fiel ficasse em “disciplina” por ser glutão. Certamente muitos pastores perderiam o lugar ao púlpito por isso.  E o que falar dos invejosos, preguiçosos , orgulhosos dentre outros que necessitariam de uma “punição adequada” por estarem contidos no Rol dos pecados “mais-mais”? Ninguém seria capaz de subir no altar e confessar que inveja o irmão ao lado?
Certa vez estava conversando sobre o tema com o @Crentassos e levantando todas as considerações do porque certos tipos de pecados sexuais escandalizam mais. Fatalmente chegamos ao tema sexo oral. Eu tinha feito a lição de casa (ao menos achava isso) e desferi o primeiro argumento contra a prática:
“Boca não foi feita para isso!”-Afirmei categórico.
Depois de uma longa pausa meu bom amigo replicou:
“Também não foi feito para beijar!” 

MERDAS ACONTECEM!


Tempos atras fui abordado por uma aluna cristã no curso que leciono com uma afirmação tão triste quanto surpreendente. Sua mãe estava com AIDS  e ela não sabia o que fazer. Conversando com ela cheguei ao histórico de sua família: Mãe divorciada nos últimos anos, extremamente devota ao Senhor e havia descoberto nos últimos dias após uma bateria de testes que estava portando o vírus. Quando temos uma notícia assim fatalmente questionaremos Deus acerca da justiça disto tudo e foi exatamente isso o que vi nos olhos de minha aluna na hora que me abordou. Seus olhos gritavam: PORQUE?? Vou confessar que não sou muito bom em respostas rápidas e na hora a única coisa que consegui pensar foi em uma frase do filme Forrest Gump: Eu disse: MERDAS ACONTECEM! 
Apesar de desalmada minha resposta foi extremamente sincera  e de alguma forma atingiu em cheio o coração da garota que começou a chorar agradecendo-me pelo apoio que estava prestando posteriormente. Na verdade quis dizer que tragédias acontecem todos os momentos e que estamos inseridas nestas tragédias quer queira quer não sem necessariamente ter algo a ver com algum prêmio ou castigo por nossas atitudes! Certa vez, após ter curado um cego de nascença Jesus foi indagado sobre quem havia pecado para que este nascesse nesta condição, mas Jesus foi categórico ao dizer que ninguém havia pecado mas havia outros planos por detrás disso (não vou colocar esta referência, vai procurar preguiçoso) o que nos faz pensar que nem tudo que acontece está inserido no contexto “prêmio-castigo”. Precisamos parar de olhar para as pessoas que sofrem e achar que elas "estão assim" por culpa delas. Precisamos parar de olhar para as pessoas soropositivas e achar estas  têm "culpa no cartório" ou olhar para o que tem câncer e deduzir que há algum "pecado não-confessado". Precisamos parar de concluir que o irmão que não "sobe na vida não é dizimista, e você "subiu" porque o é.
Um exemplo que gosto de dar que li em um livro dado a mim pelo @O_Cristiano, falava de duas universidades cristãs que disputavam uma partida de basquete valendo o título da temporada. Certamente  ambas haviam orado a Deus pedindo pela vitória mas evidentemente somente uma sairia com esta. Será que a perdedora orou menos?? Ou tinha mais pecados?? Acho(e quando digo que acho é porque não tenho certeza mesmo!) que Deus tem planos maravilhosos para mim mas também acho que algumas coisas que acontecerão em meu caminho simplesmente acontecerão e sou grato a Deus por elas também.

Texto original encontrado em Crentassos

Sofrer,morrer e um vislumbre da verdade!


Trabalho em um hospital como enfermeiro há aproximadamente 5 anos e nesse tempo já presenciei a felicidade da vitória de alguém frente a morte mas também as agruras de quem perde esta batalha dia a dia. Não é incomum a visita de sacerdotes que fazem orações suplicantes a Deus pela cura ou ao menos pelo alento do paciente que ali se encontra. Certa vez passei a tarde pensando em como seria quando e se chegasse a esse ponto em minha vida, digo hospitalizado, ou se meus entes mais queridos acabassem passando por isso. Gabo-me freqüentemente de não temer a morte, mas evidentemente digo isso porque ela para mim parece distante e não uma realidade palpável a curto prazo. De qualquer forma pensei em muitas situações que me faria questionar a justiça divina:
E se meu filho nascesse com uma moléstia terminal? E se minha esposa fosse arrancada de meus braços por uma fatalidade? E se eu morresse amanhã antes de completar os milhares de sonhos que guardo em meu íntimo? Para cada uma destas situações confesso que me enfureceria muito com Deus, e considerava isso um de meus grandes defeitos até ler um trecho de um texto de Roy Lawrence o qual peço licença humildemente para transcrever:
“Tenho o privilégio de ser sócio de um grupo na Inglaterra chamado Associação Santa Columba. Seus membros atuam como atendentes ou exercem outras funções em hospitais para pacientes terminais. Minha mulher e eu as vezes somos convidados para falar nos encontros da associação.
Numa dessas ocasiões, ouvimos o capelão desses hospitais contar a história de um paciente que pediu para conversar com ele porque sentia profunda angustia. Estava nos estágios terminais de um Câncer e sentia muita culpa por ter passado a noite anterior xingando, delirando e blasfemando contra Deus. Na manha seguinte, sentiu-se péssimo. Imaginava que a probabilidade de obter a vida eterna a essa altura era definitivamente nula, pois Deus jamais perdoaria alguém que o amaldiçoara e ofendera.
O capelão perguntou ao paciente:
-O que é, em sua opinião, o oposto de amor?
-Ódio (Respondeu o homem).
Com muita sabedoria o capelão replicou:
- Não, o oposto de amor é indiferença. Você não foi indiferente para com Deus, caso contrario não teria passado a noite falando com ele, dizendo-lhe com sinceridade o que estava em seu coração e sua mente. Você sabe qual a palavra cristã para descrever o que você fez? É oração. Você passou a noite orando.”
A impressão que tenho é que, para alguns, perante a morte toda religiosidade cai por terra.
Ainda bem!

Caquizeiros, Cavalos, mentiras e Cristianismo (quem diria!

Para alguns vai ser uma surpresa mas trabalhei com cavalos durante seis anos de minha vida!! Sim, aqui em Curitiba-PR!! Domava, andava e cuidava de um cavalo castanho que se chamava Indigo e permaneceu sob minha responsabilidade durante estes anos. Certa vez estávamos, por conta de nosso trabalho, em três cavaleiros perto de uma festa aqui na região metropolitana de Curitiba conhecida como Festa do Caqui. Ao descer do transporte que me levou até o local vi que havia ao longe uma árvore muito bonita carregada dos frutos característicos da festa. Os frutos eram enormes e pareciam suculentos!! Não resisti subi no cavalo e galopei até a árvore pegando o caqui maior e mais alto que havia lá! Mordi e minha boca curvou-se para dentro porque o caqui estava fora de época e com excesso de tanino!! O CAQUI ESTAVA MARRENTO!
Meus companheiros chegaram logo em seguida e eu sabia que minha investida “infrutífera” ao pé de caqui seria motivo de chacota por pelo menos duas semanas, foi aí que decidi dizer: “Nossa cara! Que caqui doce!”. Fail para meus companheiros que pegaram também as frutas e após morderem contemplaram-me com olhos indignados.
Certa vez nosso Senhor esteve em uma situação parecida com a minha. Apesar de não ter se acovardado e saído de maneira indigna como eu. Jesus, com fome, se deparou com uma figueira que não dava frutos apesar de estar com folhas. Pausa teológica: Alguns pregadores relatam que as figueiras desta espécie em especifico carregavam-se de folhas na época em que seus frutos estavam disponíveis sendo assim ao ver as folhas Jesus procurava também pelos frutos, mas foi “enganado”.
Trazendo este exemplo para nossa vida. Será que não estamos parecendo o que não somos realmente? Vestimenta, trejeitos, Modus operandi, tudo isso pode dar uma falsa imagem de “arvore frondosa” quando na verdade estamos secos por dentro. Ao julgar pela maneira que Jesus tratou a árvore detestaria ser assim. E você!?